terça-feira, 1 de julho de 2014

Aeroportus interruptus

Sobre um artigo publicado na Visão online.
 
Clique no link para ler o artigo original: Artigo do site: Visão.pt

Já li o artigo e NÃO POSSO ESTAR MAIS EM DESACORDO.

Este tipo de "iluminados" ou estas "luminárias", tem a mania que quem vive fora das grandes cidades não tem direito a determinadas infraestruturas.

Mas o iluminado que fez o artigo não apresentou UMA ÚNICA sugestão...

Então por onde se começa a fomentar e a incrementar o desenvolvimento do interior?

Será que ele nunca ouviu as queixas de alguns empresários, potenciais investidores no interior, reclamar que para instalar empresas é necessário que existam boas vias de comunicação, boas estradas (e porque não autoestradas) para transportar matérias primas e mercadorias?

Começa-se por FECHAR serviços públicos e privados?

Retirar comboios de circulação?

Retirar carreiras de transporte público?

Voltar ao andar de burro, pelas estradas de terra batida?

Veja-se a dificuldade de fixar PROFISSIONAIS QUALIFICADOS ou altamente qualificados no interior.

Será porquê?

Porque há boas escolas para os seus filhos?

Porque há bom e fácil acesso a cuidados de saúde?

Porque há uma boa rede de transportes?

Porque a cultura e as actividades culturais acontecem a cada instante?

Se os dinheiros públicos não tivessem sido gastos nessas infraestruturas, existiria ainda?
Onde?
Nas mãos de quem?
 
Como dizia um amigo meu, quando trocávamos impressões sobre o assunto:
 

"Independentemente do "posicionamento político" é óbvio que estes "opinion makers" não apreendem (..................) mais que uma ínfima parte da vastíssima problemática da interioridade; não é com esta abordagem da temática que aqueles que não vivem no Alentejo se mostrarão mais disponíveis para compreenderem tudo o que está em causa".

 

Ao menos as obras estão feitas.

VALHA-NOS DEUS. Tanta asneira...


segunda-feira, 23 de junho de 2014

SPAUTORES - INFORMAÇÃO


terça-feira, 3 de junho de 2014

Morte à CONSTITUIÇÃO da República Portuguesa

Este país estará louco?
Então agora vem uma série de comentadores e os responsáveis do governo - incluindo o Primeiro Ministro - , nos jornais, nas rádios e nas televisões, acusar o Tribunal Constitucional de aplicar a Constituição da República Portuguesa e com isso travar a incompetência do governo?
Então o governo não quer respeitar a Constituição que ele próprio, através dos votos dos seus partidos (PSD e CDS) aprovaram, incluída a última revisão?
Então quando aprovaram a Constituição da Republica Portuguesa, bem como as suas revisões, estariam a pensar nunca virem a ser governo e portanto "os outros" é que teriam que a cumprir?
Então, mantendo a sua habitual falta de respeito pelo texto constitucional, porque não decretam a morte à Constituição da República? E já agora, porque não extinguem o Tribunal Constitucional? Ou porque não o privatizam e entregam a amigos seus que, certamente aprovariam tudo o que lhe fosse enviado?
Meus senhores, meus caros amigos, é preciso muito cuidado com este "tipo de gente" (para usar a linguagem dum tal senhor Medina Carreira, que todas as 2ªs feiras, num canal de televisão,  nos vem dar lições de como bem gerir o país...).
Foram já tantos os retrocessos em relação às conquistas de Abril que, não tarda nada, seremos confrontados com um Decreto-Lei com um número especial, onde poderemos ler que a Constituição da República foi suspensa, a bem do Povo Português.
Eu espero que isso não aconteça, mas se acontecer, já não me vou admirar.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Sobre a crise interna do PS

No meu "post" de Segunda feira, 26 de Maio de 2014, com o título "Festejar a Vitória?", já antevia que iriam surgir muitas dificuldades na gestão dos destinos do Partido Socialista mas, nunca pensei que atingissem estes níveis. É por estas e por outras que os políticos são cada vez menos acreditados pela população em geral.
Ao final do dia 25 de Maio de 2014, dia das eleições para o Parlamento Europeu, eram bastantes aqueles que queriam sair à rua para festejar a vitória do PS nas referidas eleições. O PS, nesse dia tal como hoje, era "comandado" por um Senhor chamado António José Seguro.
Para espanto meu, alguns dos que nesse dia queriam festejar a vitória - coisa que eu achei exagerada - estão agora a apoiar e a solicitar o apoio à candidatura do António Costa.
Vá-se lá saber porquê?
Para mim, em política, não vale tudo.
Há que pugnar pela seriedade, pela defesa de ideias, pelo reconhecimento do trabalho feito e pelos resultados obtidos. Utilizando uma linguagem futebolística, direi mesmo que: "em equipa vencedora, não se mexe" e, o PS de António José Seguro, ganhou o que havia para ganhar: umas eleições Autárquicas com uma maioria esmagadora a nível nacional e umas eleições europeias com muitíssimos mais votos que os dois partidos do governo. Não esqueçamos que se tivessem concorrido separados, a vitória do PS teria tido outro significado.
Não creio que esta tivesse sido nem a melhor altura, nem a melhor forma, para propôr uma mudança deste tipo no maior partido da oposição, quiçá o maior partido nacional.
Agora resta-nos esperar a decisão dos militantes.
É nas mãos deles que vai cair a "batata quente" duma eventual mudança, ou não.