terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Para todos os meus amigos e familiares, onde quer que se encontrem!
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
Portugal Está a Atravessar a Pior Crise
É impressionante como um pensamento e um texto de 1891 podem estar tão actuais...
Portugal
Está a Atravessar a Pior Crise
Que fazer?
Que esperar? Portugal tem atravessado crises igualmente más: - mas nelas nunca
nos faltaram nem homens de valor e carácter, nem dinheiro ou crédito. Hoje
crédito não temos, dinheiro também não - pelo menos o Estado não tem: - e
homens não os há, ou os raros que há são postos na sombra pela Política. De
sorte que esta crise me parece a pior - e sem cura.
Eça de Queirós, in
'Correspondência (1891)
Consultado online
em 4/12/2014, em http://www.citador.pt/
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quinta-feira, 27 de novembro de 2014
PARABÉNS ALENTEJO! PARABÉNS CANTADORES ALENTEJANOS!
Cante é Património Cultural Imaterial da Humanidade
Agora sim, já está!
Crónica de Paulo Barriga
Eram precisamente 11 horas e 17 minutos em Paris (menos uma em Portugal) quando o presidente da nona sessão do comité intergovernamental de salvaguarda do património cultural imaterial da Unesco bateu com o martelo na mesa. O cante alentejano já está inscrito na lista patrimonial da Humanidade.
A grande verdade é que, excetuando a referência horária, o parágrafo atrás já estava escrito antes do anúncio. Por precaução. Já imaginava que me faltariam as palavras para descrever o que hoje se passou na sala grande da Unesco, em Paris. E elas ainda me faltam, tal a emoção, a desordem, a comoção que ainda agora me assalta. Para tanto, bastou apenas uma palavrinha, “adotado”. Foi adotado o projeto de decisão 9.COM 10.35. Aquele que mostrou ao mundo a grandeza, a beleza, a perenidade do cante alentejano. Aquele jeito de cantar que o mundo inteiro aplaudiu de pé na sala das nações da Unesco.
E depois, as palavras. Primeiro as do presidente da sessão, “uma candidatura exemplar”.Depois da embaixatriz do Brasil em Paris, que se associou com “alegria e emoção” ao reconhecimento dos cantares alentejanos. E, por fim, as do embaixador Morais Cabral que, em nome da comitiva portuguesa, agradeceu a inscrição do cante da lista do património cultural imaterial da Humanidade, ressalvando a importância deste ato para a salvaguarda da mais emblemática e representativa expressão cultural do Alentejo.
Mas o melhor ainda estava para vir. De repente, sobre o palco da Unesco, uma voz começa a levantar-se sozinha, a de Carlos Arruda, logo acudida pelas restantes 20 vozes do Grupo Coral e Etnográfico de Serpa. E como é que hei de contar a beleza deste momento histórico sem me comover novamente? À minha frente, dentro de uma grande nave-anfiteatro, está o mundo inteiro, pasmado, a escutar os 21 homens que vieram de Serpa cantar a moda “Alentejo, Alentejo”. A canção é poderosa, já o sabemos, mas nesta circunstância particular parece que é arrancada bem lá das entranhas da terra. Como se fosse um abalo, um terramoto de harmonia. De perfeição. Poderoso. Obra do divino.
Escrevo estas palavras, à pressa, o tempo joga contra nós, junto aos camaradas da Antena 1 e da TSF. Estou com eles metido dentro de um aquário de vidro com vista para a sala. Tenho-os escutado, aos radialistas, ao longo destes dias, a tentar descrever a grandeza do espaço onde decorre até sexta-feira esta sessão. Grandioso. Imponente. Majestoso. Adjetivos, todos eles, que se tornam insuficientemente pequenos para narrar com o rigor que o momento exige, a atuação do Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa, em homenagem ao mundo inteiro. Principalmente agora que as suas modas, que todas as modas, que todos os cantadores do Alentejo, dentro e fora dele, são património da Humanidade.
Não tarda estamos todos de regresso ao Alentejo, à pátria do cante, onde imagino que a emoção tenha sido tão igualmente vigorosa, quanto aquela que aqui nos estremeceu. Nunca, em toda a minha vida, tinha visto tanto “homem feito” com as lágrimas a correrem-lhes pelas faces, atacados pela felicidade, como hoje vi em Paris. E como, por certo, terá acontecido com todos os amigos do cante. Por esses campos fora. Por esse mundo fora.
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sexta-feira, 14 de novembro de 2014
A chamada «queda do muro de Berlim»
"A pretexto da passagem de 25 anos sobre a chamada «queda do muro de Berlim» está a ser levada a cabo uma campanha anticomunista de intoxicação da opinião pública".
Pode ler o artigo completo na Edição Nº 2136 do Jornal «Avante!», em http://www.avante.pt
Vale a pena ler com atenção esta "pérola" da literatura comunista, sobre a qual, Francisco Assis, Eurodeputado pelo PS, escreveu um artigo de opinião no Jornal "O Público" de 13/11/2014, do qual extraímos o parágrafo seguinte.
"André Fontaine não imaginaria em 1990 que no extremo ocidental da Europa, vinte e quatro anos depois, seria possível a emissão de uma nota oficial desta natureza. Nem ele, nem praticamente ninguém".
Francisco Assis - Eurodeputado do PS, in Jornal O Público de 13/11/2014.
Lei-a o artigo de opinião completo em http://www.publico.pt/n1676064
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